
Olá amigos!
Há alguns dias eu postei aqui sobre o lançamento do novo álbum do Switchfoot. Disse algo a respeito de uns textos que o Jon Foreman escreveu comentando as músicas do álbum, lembram? Disse que postaria alguns aqui pra vocês... Então, hoje será o primeiro deles.
A maioria de vocês sabe que gosto muito do som do Switchfoot não é!? Gosto da sonoridade da banda, da originalidade e simplicidade dos arranjos, das letras, sim, são poemas fantásticos... Mesmo o vocalista sendo desafinado nos “ao vivo”! Rs. Mas, continuo a acreditar que certas irradiações contidas na música e o efeito da mesma sobrepujam qualquer técnica, conceito ou forma. Acredito também que, o mundo ainda verdadeiramente desconhece a realidade que há por trás disso tudo. Sabemos pouco sobre a fé, sobre a esperança, sobre a graça, sobre música... Falamos muito sobre tudo, porém experimentamos quase nada da verdadeira realidade.
Há coisas com as quais nos identificamos, há coisa que sonhamos e pensamos ser únicos em determinadas loucuras! Mas, descobri que há muito mais pessoas que vêem, que esperam, que caminham, que voam, que percebem... Esse som que ecoa em toda a terra e nos convida para descobrir o que realmente é o amor...
Então é isso. Segue abaixo o comentário da Música “Your Love is a Song”, por Jon Foreman.
“ Para mim, a melodia é uma constante. Estou sempre agitado com algum gancho ou algum ritmo ou idéia... (por exemplo, eu tenho uma idéia na minha cabeça agora de quando eu surfei há algumas horas atrás). Às vezes eu imagino o universo todo como uma música, ou como uma incrível sinfonia elaborada – o sol está se pondo, tem uma criança olhando o trem da noite passando. As pessoas estão se apaixonando. Pais estão pedindo perdão aos seus filhos depois de tantos anos de um silêncio não comentado. Filhos estão procurando uma aprovação que só uma mãe pode dar. Eu imagino a vida como uma misturada e interconectada obra de arte. É como Lauren Hill e Kier Kegaard dizem – Tudo afeta tudo.
Ao lado dessa beleza de notas puras, há elementos de uma horrível dissonância. Partes de uma sinfonia onde os músicos não estão acertando o alvo. Para nossa vergonha, é nosso o mundo de escravidão, intolerância e ódio. De Rwanda, de Darfur. Essas catástrofes atonais no nosso planeta de água escura destruiriam a música se pudessem. Mas, o amor é uma música mais poderosa. Ao lado da dissonância existe a esperança. Existe perdão e alegria cantando ao lado do ódio e do desespero. A música ainda está sendo escrita. Todo dia nós escolhemos se nos renderemos a cantar junto com o amor.
Quando eu descobri a teoria da corda, fez bastante sentido para mim, imaginei a vibração de todo o universo. Alguns instrumentos estão fora do tom. Alguns não estão acompanhando o condutor. Mas, o amor, conquista uma multidão de erros. Seu amor pode cobrir até mesmo as atrocidades que eu cometi na minha própria vida, mesmo quando minhas ações estão terrivelmente fora do tom. Sim, até essas foram misericordiosamente perdoadas e trazidas para a música.
Existem temas que se repetem na minha vida. Porque eu escrevo sobre as coisas que eu tenho lutado. Esses temas normalmente se encontram em muitas músicas. Eu costumava lutar contra esse conceito, agora vejo essas canções como interconectadas, resultados num documentário de uma vida real. Uma idéia que estou continuamente lutando é com o conceito de que o criador dos céus e da terra ama uma ruína como eu. Essa idéia foi semente de algumas de minhas músicas, é uma trilogia de exemplos: “Let Your Love Be Strong”, “Your Love is Strong” e “Your Love is A Song”.
Eu escrevi essa música com Mike Elizondo no primeiro dia que trabalhamos juntos. O gancho do pré-refrão foi a semente para o restante da música. Mike foi ótimo ao esperar eu mastigar direitinho antes de entender. Foi tão difícil, que parecia que estávamos olhando para a mesma coisa com diferentes perspectivas, a minha era a do microscópio, a dele a do telescópio. Então, ele conduzia a canção como um pássaro sobre os lugares mais perigosos, enquanto eu estava tendo dificuldades com os particulares. Eu adoro escrever com pessoas, você aprende muito sobre quem elas são durante o processo...”.
Há alguns dias eu postei aqui sobre o lançamento do novo álbum do Switchfoot. Disse algo a respeito de uns textos que o Jon Foreman escreveu comentando as músicas do álbum, lembram? Disse que postaria alguns aqui pra vocês... Então, hoje será o primeiro deles.
A maioria de vocês sabe que gosto muito do som do Switchfoot não é!? Gosto da sonoridade da banda, da originalidade e simplicidade dos arranjos, das letras, sim, são poemas fantásticos... Mesmo o vocalista sendo desafinado nos “ao vivo”! Rs. Mas, continuo a acreditar que certas irradiações contidas na música e o efeito da mesma sobrepujam qualquer técnica, conceito ou forma. Acredito também que, o mundo ainda verdadeiramente desconhece a realidade que há por trás disso tudo. Sabemos pouco sobre a fé, sobre a esperança, sobre a graça, sobre música... Falamos muito sobre tudo, porém experimentamos quase nada da verdadeira realidade.
Há coisas com as quais nos identificamos, há coisa que sonhamos e pensamos ser únicos em determinadas loucuras! Mas, descobri que há muito mais pessoas que vêem, que esperam, que caminham, que voam, que percebem... Esse som que ecoa em toda a terra e nos convida para descobrir o que realmente é o amor...
Então é isso. Segue abaixo o comentário da Música “Your Love is a Song”, por Jon Foreman.
“ Para mim, a melodia é uma constante. Estou sempre agitado com algum gancho ou algum ritmo ou idéia... (por exemplo, eu tenho uma idéia na minha cabeça agora de quando eu surfei há algumas horas atrás). Às vezes eu imagino o universo todo como uma música, ou como uma incrível sinfonia elaborada – o sol está se pondo, tem uma criança olhando o trem da noite passando. As pessoas estão se apaixonando. Pais estão pedindo perdão aos seus filhos depois de tantos anos de um silêncio não comentado. Filhos estão procurando uma aprovação que só uma mãe pode dar. Eu imagino a vida como uma misturada e interconectada obra de arte. É como Lauren Hill e Kier Kegaard dizem – Tudo afeta tudo.
Ao lado dessa beleza de notas puras, há elementos de uma horrível dissonância. Partes de uma sinfonia onde os músicos não estão acertando o alvo. Para nossa vergonha, é nosso o mundo de escravidão, intolerância e ódio. De Rwanda, de Darfur. Essas catástrofes atonais no nosso planeta de água escura destruiriam a música se pudessem. Mas, o amor é uma música mais poderosa. Ao lado da dissonância existe a esperança. Existe perdão e alegria cantando ao lado do ódio e do desespero. A música ainda está sendo escrita. Todo dia nós escolhemos se nos renderemos a cantar junto com o amor.
Quando eu descobri a teoria da corda, fez bastante sentido para mim, imaginei a vibração de todo o universo. Alguns instrumentos estão fora do tom. Alguns não estão acompanhando o condutor. Mas, o amor, conquista uma multidão de erros. Seu amor pode cobrir até mesmo as atrocidades que eu cometi na minha própria vida, mesmo quando minhas ações estão terrivelmente fora do tom. Sim, até essas foram misericordiosamente perdoadas e trazidas para a música.
Existem temas que se repetem na minha vida. Porque eu escrevo sobre as coisas que eu tenho lutado. Esses temas normalmente se encontram em muitas músicas. Eu costumava lutar contra esse conceito, agora vejo essas canções como interconectadas, resultados num documentário de uma vida real. Uma idéia que estou continuamente lutando é com o conceito de que o criador dos céus e da terra ama uma ruína como eu. Essa idéia foi semente de algumas de minhas músicas, é uma trilogia de exemplos: “Let Your Love Be Strong”, “Your Love is Strong” e “Your Love is A Song”.
Eu escrevi essa música com Mike Elizondo no primeiro dia que trabalhamos juntos. O gancho do pré-refrão foi a semente para o restante da música. Mike foi ótimo ao esperar eu mastigar direitinho antes de entender. Foi tão difícil, que parecia que estávamos olhando para a mesma coisa com diferentes perspectivas, a minha era a do microscópio, a dele a do telescópio. Então, ele conduzia a canção como um pássaro sobre os lugares mais perigosos, enquanto eu estava tendo dificuldades com os particulares. Eu adoro escrever com pessoas, você aprende muito sobre quem elas são durante o processo...”.






